
Modelo utilizava motor 1.6 de 90 cv. e tinha velocidade máxima de 150 km/h
“Corcel cor de mel, Mustang cor de sangue”. A letra fez sucesso no final dos anos 60, um período de liberdade para muitas pessoas e repressão pesada no Brasil. De qualquer modo, o modelo da Ford encontrou seu lugar ao sol e se tornou referência no período.
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Em 1978 a Ford apresentou o Corcel II, modelo reestilizado e com mais tecnologia. O que veremos na matéria dessa semana é sua versão mais rara, a GT, com rodas de 13 polegadas, volante Walrod e a pintura em duas cores.
Esse exemplar, em especial, tem uma história interessante. Foi comprado pelo avô da esposa do atual proprietário em 1985 (ele é de 1981) e, desde então, ocupa um lugar na garagem da família. Recentemente recebeu um banho de tinta e as merecidas placas pretas.
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IMPRESSÕES AO VOLANTE
Quando escrevi o roteiro para essa matéria li várias reportagens sobre o esportivo da Ford. Ou esportivado, como queiram. E notei que os textos criticavam o desempenho do carro. Mas após guiá-lo por breves minutos vi que a maior máxima do jornalismo automotivo faz sentido: você só conhece bem um carro após dirigi-lo.
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Com o motor de 1,6 litro, carburador de corpo duplo e 90 cv o modelo tem um comportamento melhor do que o esperado e, para os padrões de época, números razoáveis, com 0 a 100 km/h em 15,9 segundos e velocidade máxima de 150 km/h.
O câmbio de cinco marchas, outra novidade, agrada, com engates precisos e alavanca mais alta. Os pedais merecem elogios e são ideais para a prática do punta-tacco. Terminei a matéria e fiquei com uma impressão positiva. O Corcel II GT ainda é melhor do que muitos esportivados atuais.
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