
O acusado agrediu a esposa e quando a Polícia chegou ao local, ele se apossou de um facão e fez a filha de refém. O caso teve fim na madrugada
Por: Uinderlei Guimarães
A negociação entre Johte Teixeira de Souza Júnior, filho de um empresário do ramo de locação de veículos, e a Polícia, durou quase 8 horas.
O caso teve início por volta das 19h30 de quinta-feira, 26 de dezembro, na casa de Júnior, na rua Paraíba, bairro São Lourenço, região central de Teixeira de Freitas. De acordo com informações, ele e a esposa teriam iniciado uma discussão que acabou resultando em agressões.
A mulher resolveu chamar a Polícia, e, com medo de ser novamente preso – o acusado que já tem passagens por envolvimento com drogas e estaria sob efeito de entorpecentes –, manteve a própria filha de apenas 2 meses de idade como refém no piso superior do prédio onde reside com a esposa.
Homens do 13º Batalhão de Polícia Militar apoiados pela Cipe/Mata Atlântica, antiga Caema, cercaram o prédio e isolaram parte da rua. As negociações foram iniciadas pelo comandante da PM, tenente-coronel Silveira, auxiliado pelo major França, comandante da Cipe, que chegou ao local logo depois.
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A mulher resolveu chamar a Polícia, e, com medo de ser novamente preso – o acusado que já tem passagens por envolvimento com drogas e estaria sob efeito de entorpecentes –, manteve a própria filha de apenas 2 meses de idade como refém no piso superior do prédio onde reside com a esposa.
Homens do 13º Batalhão de Polícia Militar apoiados pela Cipe/Mata Atlântica, antiga Caema, cercaram o prédio e isolaram parte da rua. As negociações foram iniciadas pelo comandante da PM, tenente-coronel Silveira, auxiliado pelo major França, comandante da Cipe, que chegou ao local logo depois.
Após horas de tentativa de negociação, o comandante Silveira chegou a comentar com a imprensa que não seria necessário o uso de uma entrada tática, já que o acusado não estaria oferecendo riscos à criança, mas, por conta da extensão do caso, às 2h45, o tenente-coronel e o major França planejaram uma entrada no prédio, que só tinha uma porta de acesso e janelas protegidas por grades.
Na entrada dos policiais, o que era de drama se transformou em tensão, populares que acompanhavam o desfecho do caso ficaram apreensivos. Minutos mais tarde, um policial desceu as escadas com a criança e entregou para a mãe. Júnior, que já havia se entregado, desceu logo em seguida acompanhado pela Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) e Caema.
Ele foi conduzido para a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior e apresentado à Polícia Civil. O acusado deve ficar detido e responder por crimes de cárcere privado e agressão.