
Ao menos 34 pessoas morreram e 299 estão desaparecidas, segundo Corpo de Bombeiros de MG. Há ao menos 81 desabrigados e 23 pessoas encaminhadas para hospitais.
Por: G1 / Globo.com
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retomou neste sábado (26) as buscas por sobreviventes da tragédia causada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, que aconteceu na sexta-feira (25).
Veja como foi o segundo dia após a tragédia:
Um ônibus foi encontrado com mortos na região próxima à barragem rompida, mas o número ainda não foi divulgado. "Ainda não fechamos o número de óbitos. Mas esse número irá aumentar”, disse o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros.
O Governo do Estado decretou calamidade pública e luto de 3 dias. A Vale divulgou em seu site uma lista com 265 nomes de funcionários com as quais ainda não foi conseguido contato.
Os trabalhos de buscas haviam sido interrompidos durante a madrugada. Até então, 189 pessoas foram resgatadas com vida, a maioria estava ilhada.
Vinte e três pessoas foram internadas em serviços de saúde de Belo Horizonte e de Brumadinho, sendo que duas delas já receberam alta.
As equipes de busca contam com 13 aeronaves: 5 do Corpo de Bombeiros de MG, 4 da Polícia Militar de MG, 2 da Polícia Civil de MG, 1 da FAB e 1 do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Além disso, os Bombeiros de São Paulo irão ajudar no trabalho. Quase 100 bombeiros foram enviados à área atingida, e a previsão é que o número de socorristas chegasse a 200.
O rompimento ocorreu no início da tarde de sexta-feira (25), na Mina Feijão. A Vale informou que uma barragem rompeu e fez outra transbordar. Um mar de lama destruiu casas da região. Rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade de Vila Ferteco. O acesso a Brumadinho pela rodovia BR-040 está bloqueado.
Antes de anunciar o resgate de novos sobreviventes, os bombeiros haviam informado na manhã deste sábado que os desaparecidos estimados estavam distribuídos da seguinte maneira:
A Arquidiocese de Belo Horizonte começou a arrecadar roupas, alimentos e água para os atingidos pelo rompimento. Veja como ajudar.
No fim da noite de sexta, a Justiça de MG determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão nas contas da Vale. Segundo decisão liminar do juiz Renan Chaves Carreira Machado, o bloqueio atende a um pedido do governo do estado de MG para "imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências" do desastre.
A Polícia Federal (PF) informou neste sábado que abriu um inquérito para apurar crime ambiental e contra a vida após rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. Leia mais.
Entre outras medidas, a mineradora também fica obrigada a apresentar um relatório sobre as medidas já tomadas de ajuda às vítimas em até 48 horas.
O Instituto Inhotim, um dos principais destinos turísticos e culturais do estado, ficará fechado ao menos no sábado (26) e domingo (27), sem data definida para reabertura. O museu não foi atingido, mas funcionários e visitantes foram retirados do local por precaução.
O presidente Jair Bolsonaro chegou em Belo Horizonte por volta das 9h30 e sobrevoou de helicóptero a região atingida para "tomar as medidas cabíveis".
O presidente também assinou um decreto que cria o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre para atuar no desastre. O documento foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
Também foi criado um Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas, para acompanhar as ações de socorro, de assistência, de restabelecimento de serviços essenciais afetados, de recuperação de ecossistemas e de reconstrução.
Após o rompimento da barragem em Brumadinho, o governo federal anunciou a criação de gabinetes de crise para monitorar a situação na região e definir as medidas a serem adotadas.
"Não tem nenhuma multa que possa ser dada neste momento que compense essa tragédia", diz a diretora de comunicação da ONG WWF, Gabriela Yamaguchi, à GloboNews.
O que se sabe até agora: