

Feito raro foi conquistado por biólogos na sexta-feira (5). Filhote teve as primeiras imagens divulgadas nesta terça-feira (9)
Por: RPC Foz do Iguaçu
O Refúgio Biológico de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, divulgou nesta terça-feira (9) as primeiras imagens de um filhote de harpia que nasceu em cativeiro, na sexta-feira (6). A ave foi reproduzida a partir de uma fêmea que também havia nascido em cativeiro.
Segundo os biólogos, o nascimento da segunda geração de harpias e cativeiro é raro e deve ser comemorado. Além do Refúgio Biológico, esse tipo de nascimento só foi registrado nos Estados Unidos e no Panamá. Um dos motivos é a dificuldade para que as harpias se reproduzam. A mãe do filhote levou oito anos para colocar os primeiros ovos.
"Esse processo de reprodução acontece numa câmara de cria, isolada. Os animais fazem a postura e depois a gente recolhe os ovos e termina com a incubação artificial e faz a criação na mão desses filhotes", explica o biólogo Marcos Oliveira.
As harpias estão entre as maiores aves de rapina do mundo, podendo chegar a até 10 kg, na fase adulta. A espécie está ameaçada de extinção. Com esse trabalho, os biólogos esperam garantir que as aves possam continuar existindo. "Nós estamos com uma parceria com outras instituições pra fazer essa pesquisa. primeiro ver como a população está representada em cativeiro e, depois, validar processos de soltura, pra saber como levar o animal que está em cativeiro pra natureza", diz o médico veterinário Wanderlei de Moraes.
No Brasil, as harpias costumam ser encontradas na Amazônia e nas áreas de Mata Atlântica.
Em 17 anos de trabalho, os biólogos do Refúgio já conseguiram reproduzir 31 harpias. Dessas, 29 ainda vivem no local