
Fechando os festejos da semana da Conscientização Negra no Espaço Cultural Viola de Bolso.
A peça começou causando impacto, onde atores trajando roupas pretas utilizou-se de expressões corporais simbolizando os negros nas terras africanas, o sofrimento a falta do alimento, o trabalho nas savanas, a morte no sol escaldante. Os movimentos ritmados executados lentamente em que em alguns instantes blocavam-se os corpos, contraindo os músculos a fim de extrair o máximo da expressividade. Era visível o sofrimento, a dor, o medo nas faces dos atores; Eis que surge um “Negro Nagô” relatando a historia do seu povo, o momento exato da invasão dos caçadores de escravos, com suas matilhas de cães, suas armas chibatas grilhões espadas e faças... A cada relato os atores em segundo plano compunham a cena dos acontecimentos relatados. A captura, o transporte desumano nos navios negreiros ondem os negros eram obrigados a remar contra o vento e mar revolto onde o esforço disseminou a vidas de muitos negros que eram jogados ao mar; o desembarque homens, mulheres, crianças acorrentadas pelos pés pelos seus senhores até suas senzalas.
Alguns espectadores emocionaram-se, com o poema “O Decreto” de Geovanni Drumond (Mineiro) onde foi convidada uma espectadora ao palco para participar do espetáculo. Iniciou-se então uma dança contemporânea criando figuras escravocratas, o trabalho forçado, as sacas de café levados nas costas a figura do escorpião representando a morte por envenenamento, a criação das estradas e cidade e a elevação da sociedade sobre o esforço da raça negra. Uma parte que chamou muito atenção foi o (Tapete humano) onde os atores rolavam-se uns sobre os outros representando a sociedade da época passava como um rolo sobre os negros. Entra em cena a representação da cultura negra: “A Culinária, Dança os Ritos Religiosos que tanto contribuíram na identidade brasileira”. Neste momento mais um poema é recitado (Negracismo) de autoria de Valdemir Costa, um abraço representa a união das raças surge então o levante dos negros citados na historia como Mandela, Pelé o presidente Barak Obama entre outros...
A peça Nagô Negracismo A Consciência Reina não traz em si a mensagem contra o preconceito racial, mais sim a igualdade das raças que só irar acontecer através de um ensino de qualidade, dedicação e trabalho. “Os corpos são iguais temos os mesmos dotes, não é a cor que faz alguém forte ou fraco, inteligente ou ignorante; acreditamos que existem certas barreiras para algumas raças, porem o sol nasce igual para todos, e mesmo que o dia esteja nublado para alguns por cima das nuvens sempre existe um sol maravilhoso radiante. Então eu procuro meu lugar ao sol.” (Valdemir Costa) Produtor Cultural, Diretor e Coreografo da Cia.)
Após o termino da peça a Cia. em uma atitude inusitada convidou a plateia para uma roda de debates sobre os temas ali apresentados.
“Gostamos de receber elogios, mas as criticas fazem com que o nosso trabalho melhore cada vez mais, e este respaldo essa interação com o publico que buscamos.”
(Nahama Ferreira) Pedagoga pós-graduada em artes da cia.
Dra. Sandra (Fonoaudióloga) “ mencionou importância do trabalho teatral na sociedade eunapolitana, citando o quanto é difícil trabalhar com artes em Eunápolis; parabenizando a Cia. Eunapolitana de Teatro e a Diretora da Companhia ESSA de Dramaturgias Suany, que a mais de 15 anos luta bravamente com muito esforço e dedicação a arte teatral em Eunápolis.”
O debate foi descontraído, foi citada a falta de apoio da população que não comparece aos programas culturais elaborados no Espaço Viola de Bolso. Todo mundo reclama que Eunápolis não tem Cinema, Teatro, que falta a cultura em si. Mais quando criamos programas culturais a sociedade não comparece, preferem a vida boemia as festas de largos nos finais de semana e ironicamente vão as rádios reivindicar politicas culturais para cidade.(Desabafo de uma Expectadora)
“Eunápolis tem mais de cem mil habitantes e não conseguimos preencher um espaço com 130 pessoas, que representa menos de 0,2% da população da cidade. Às vezes me pergunto o que estamos fazendo de errado, onde esta este povo que tanto reclama da falta de cultura?”(Junior Baeta) Ator da Cia vestibulando de Artes Cênicas pela UFMG.
Anselmo(Viola de Bolso) reverenciou a ideia de se conversar com o publico, quebrando a barreira entre o ator e o espectador. “Está interação é muito importante é legal não só compartilhar como absorver o que o publico tem a dizer. Ouvir os conceitos sobre o espetáculo; qual a mensagem que chegou, as duvidas retiradas atenciosamente pela Cia.
Achei isso maravilhoso principalmente a coragem de excitar o publico a fazerem criticas sobre o espetáculo e o que poderia ser mudado.”
E assim foi a apresentação da peça “Nagô Negracismo a Consciência Reina” que cumpriu o que prometeu – Uma apresentação diferenciada com teatro, dança, poemas e a plateia fazendo parte do espetáculo.
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ELENCO : Caike Chaves - Dani Carvalho - Josi Alves - Jr. Baeta
Jaqueline Mendes - Matheus Castro - Nana Ferreira - Val Costa
TÉC. SONOPLASTA: Ricardo Ferreira - PRODUÇÃO: Josiane Alves
Agradecemos a presença de todos fica aqui o nosso muito obrigado
Valdemir Costa (Diretor)
O espetáculo conta com o apoio de:
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Maiores informações:
(73) 8111-2612 / 8128-3998
Josiane Alves / Valdemir Costa
cetincena@hotmail.com