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Ainda durante a nossa viagem à Chapada Diamantina, – veja no arquivo a série de matérias que fizemos -, quando cobrimos o Festival da Cachaça Abaíra, encontramos no Stand de Andaraí, dona Silvia Guimarães (Amina), 44 anos de idade, casada, e há 8 anos tem como oficio fazer renda. Sentada numa cadeira, tendo à frente a almofada, uma espécie de alcochoado onde prende os moldes sobre os quais tece a renda, manuseando os bilros, a rendeira mantém via uma espécie de artesanato que chegou ao nosso país ainda no tempo do Brasil colônia.
Dona Silvia nos contou que a renda está no seu sangue, uma vez que sua bisavó, e sua avó dona Almerinda, também eram rendeiras. Porém, ela só aprendeu o ofício há oito anos, quando tinha 36 anos, tendo como professora, dona Deja.
A rendeira disse que a renda é a joia das artes da costura; os ovos de madeira, um costume ucraniano, que são peças de decoração que ela adaptou à sua realidade.
Mantendo a tradição de tecer a renda, ela, de certo modo, ajuda a imortalizar a canção do conjunto paulista, Demônios da Garoa que nos anos 70 homenageava essas artesãs, artistas: “Olé, mulé rendera, olé mulé renda. Tu mi insina a fazê renda, qui eu te insino a namorá”.
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