
Por: Marcelo Lopes
O frio e a chuva chegaram com tudo no segundo dia de Festival. Chegaram com uma notícia não muito boa também: os Titãs não poderiam mais chegar a tempo para a apresentação. O tempo ruim impossibilitou o acesso à cidade pela via aérea, e um engarrafamento na BR 116 pôs um ponto final na oportunidade da banda voltar a Vitória da Conquista em tempo para estrear como uma das grandes atrações que integram a história de sucesso do Festival de Inverno Bahia. Mesmo assim, o sábado foi marcado pelo contraste do entusiasmo do público com o clima frio, que fez com que a noite, que mal acabara de começar, fosse memorável. O primeiro show da noite ficou por conta da banda soteropolitana Formidável Família Musical. Como uma agradável novidade aos ouvidos do público a banda mostrou seu trabalho com influências de Smiths, Mutantes, R.E.M. Led Zeppelin, Rush e Beatles. Na sequência, Carlinhos Brown trouxe a novidade de seu mais recente trabalho, o disco “Carlinhos Brown e Mar Revolto”, onde envereda num homenagem ao Rock nacional. O show, no final das contas na pode deixar de ter ainda a forte marca da percussão do criador de hits recentes com “Dalila”.
Sem dar trégua ao ritmo das principais atrações, assume o palco, pela primeira vez em Conquista, o rapper Marcelo D2. A mistura de samba e rap Marcelo D2, com suas presença marcante e o um ritmo impossível de ficar parado, Marcelo resume em suas letras (cantarolando) a oportunidade de estar participando do evento: “Quem é que mistura o rap com samba? / Eu disse samba (samba) / E pega um Dj (Dj) e um tamborim (tamborim) / Então vem comigo.”
Criada para se chamar incialmente “Moinho da Bahia”, numa busca pelo resgate e renovação do samba da velha guarda baiana e pela união do clima de boemia do bairro da Lapa, a fórmula da Banda Moinho fez balançar o parque de exposição fechando o segundo dia de shows do Festival de Inverno Bahia.