

O governo do presidente Lula (PT) identificou risco de colapso de preços e de empregos no setor da carne bovina no Brasil como consequência das imposições da China para a importação de proteína animal.
Para combater esses efeitos, o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) defendeu, segundo ofício obtido pelo jornal Folha de São Paulo, a criação de um sistema de cotas de exportação que regule a quantidade de carne que os agentes privados podem vender ao país asiático.
A lista de exportadores para a China inclui gigantes como JBS, Minerva e Marfrig.
No final de dezembro, o Ministério do Comércio da China anunciou tarifas de 55% sobre as importações de carne bovina de países como Brasil, Argentina, Uruguai e Estados Unidos, definindo uma cota máxima de importação para ficar isenta da tarifa.
No caso do Brasil, a cota para 2026 é de cerca de 1,1 milhão de toneladas. Isso significa que o que passar desse patamar estará sujeito a uma tarifa de 55% – o que mina a competitividade do produto nacional.
Com base em dados de 2025, a análise do Ministério da Agricultura estima que deve haver uma forte redução de cerca de 35% na demanda chinesa pela carne bovina, o equivalente a 600 mil toneladas/ano.
Fonte: Bahia40graus